rush

Há quem diga que o ‘Rush’ é a maior banda de sempre. Que Alex Lifeson é o melhor guitarrista, Geddy Lee o melhor baixista e Neil Peart o melhor baterista. O certo, porém, é que qualquer pessoa que tenha ouvido a banda, reconhece suas habilidades técnicas e sua contribuição para o rock progressivo. Não é de admirar que os músicos de todos os gêneros os indicam como uma de suas principais influências. E é notável que com mais de 40 anos de carreira a banda ainda continue com o mesmo entusiasmo e paixão e o mais importante, com os mesmos membros. E, mais ainda, suas últimas composições parecem soar tão diferentes do que tudo o que ouvimos deles. A voz de Geddy Lee é mais madura do que nunca e é um verdadeiro prazer ouví-la. A revolução que eles criaram nos anos 70 e as obras que lançaram, ainda soam frescas em nossos ouvidos e ainda definem os padrões para cada banda aspirante de rock progressivo. Afinal, o trio de mestres soa como uma orquestra inteira.

Rush é uma banda canadense de rock formada originalmente em 1968, no bairro Willowdale de Toronto, Ontário, e composta pelo baixista, tecladista e vocalista Geddy Lee (Gary Lee Weinrib), o guitarrista Alex Lifeson (Alex Zivojinovich) e o baterista John Rutsey, companheiros de escola. Esta formação tocava covers de bandas de hard rock como ‘Led Zeppelin’ e ‘Cream’ no circuito de clubes de Toronto. O nome Rush foi sugerido pelo irmão de John Rutsey. A banda e seus membros passaram por uma série de reestruturações entre 1968 e 1974, alcançando sua forma definitiva quando o baterista e letrista Neil Peart substituiu John Rutsey em 1974, que abandonou a banda devido a diferenças musicais e possíveis problemas de saúde, duas semanas antes da primeira turnê do grupo nos EUA. Desde então a formação da banda não mudou.

A repercussão do primeiro álbum independente nas rádios americanas chamou a atenção da gravadora Mercury. Seguiu-se então, o relançamento deste mesmo álbum e turnês como banda de abertura para o ‘Kiss’ e o ‘Uriah Heep’. No segundo álbum, ‘Fly By Night’, a banda finalmente começou a definir estilo próprio afastando-se do rock blues e chegaria ao rock progressivo a partir do terceiro álbum conceitual, ‘Caress of Steel’. O sucesso comercial só viria realmente em 1976 com a gravação de ‘2112’, álbum conceitual futurista baseado nos escritos de Ayn Rand, escritora, dramaturga, roteirista e controversa filósofa norte-americana de origem judaico-russa, mais conhecida por desenvolver um sistema filosófico chamado de objetivismo. No mesmo ano Rush lançou o primeiro álbum ao vivo, ‘All The World is a Stage’, considerado como um dos melhores discos ao vivo do rock. ‘A Farewell to Kings’ de 1977 refletiu uma mudança definitiva para o progressivo.

Alex Lifeson     |     Neil Peart     |     Geddy Lee

A partir de então a banda estranhamente mudou seu som, aproximando-se do que agradava às rádios para desespero dos fãs, mas conquistando um público maior. E assim, o álbum ‘Permanent Waves’ de 1980 traz seu primeiro grande hit, ‘Spirit of Radio’. ‘Moving Pictures’ de 1981 confirma esta fase com a música ‘Tom Sawyer’. Os álbuns seguintes, ‘Signals’ e ‘Grace Under Pressure’, na tentativa de modernizar o som da banda, abordam temas futuristas, deixam as guitarras incluindo sintetizadores. ‘Power Windows’ e ‘Hold Your Fire’ seguem o mesmo caminho. No alvorecer dos anos 90, no entanto, Rush retornou ao som mais pesado de seus primeiros discos, nos álbuns ‘Presto’, ‘Roll The Bones’ e ‘Counterparts’, a banda tentou resgatar a antiga sonoridade, reduzindo o uso de equipamentos eletrônicos mas, não tiveram sucesso com os antigos fãs. Em 1996 o Rush lançou ‘Test For Echo’, bastante aplaudido pela crítica e público.

Pouco tempo depois, Peart perdeu sua filha em um acidente automobilístico. A tragédia o atingiu novamente em 1998, quando a esposa sucumbiu ao câncer. A tragédia e depressão profunda que vitimaram o baterista foram motivos mais do que suficientes para manter a banda afastada durante um longo período. Nessa época, foram lançadas ainda duas coletâneas que trazem o melhor da carreira do Rush: ‘Retrospective I’ com clássicos entre 1974 a 1980 e ‘Retrospective II’ que aborda sucessos de 1981 a 1987. O ‘Retrospective III’ uma coleção de canções das terceira e quarta décadas da banda de 1989 a 2008, foi lançado em 2009. Em 2000 o Rush decidiu voltar. E quase seis anos depois do lançamento do último álbum de estúdio, o trio canadense volta com ‘Vapor Trails’, sem sintetizadores ou teclados, apenas guitarra, baixo e bateria em sua forma mais pura.



Desde o lançamento do auto-intitulado álbum de estréia em 1974, Rush tornou-se conhecido pelas habilidades instrumentais de seus membros, composições complexas e ecléticos motivos fortemente líricos de ficção científica, fantasia e filosofia libertária, bem como abordagens humanitárias, preocupações sociais, emocionais e ambientais. Musicalmente, o estilo do Rush tem evoluído ao longo dos anos, começando com a inspiração do rock blues britânico em seus primeiros álbuns, para em seguida, englobar hard rock, rock progressivo, um período dominado pelos sintetizadores e, mais recentemente, rock moderno. E têm influenciado vários artistas, incluindo ‘Metallica’, ‘The Smashing Pumpkins’ e ‘Primus’, bem como bandas de metal progressivo como ‘Dream Theater’ e ‘Symphony X’. Ao longo de suas carreiras, os membros individuais de Rush foram reconhecidos como sendo alguns dos músicos mais hábeis em seus respectivos instrumentos, com cada um deles recebendo vários prêmios nas pesquisas de leitores de revistas especializadas. Rush possui 24 discos de ouro e 14 platina. De acordo com estatísticas de vendas estão em quarto lugar, atrás de ‘The Beatles’, ‘The Rolling Stones’ e ‘Aerosmith’.

'Retrospective' é uma compilação perfeita, que ilustra claramente a evolução do power trio canadense entusiasta do 'Cream' e 'Zeppelin' em uma inovadora banda de rock progressivo e foi projetada para substituir a compilação ‘Chronicles’ lançado em 1990. Retrospective, Vol. 1 (1974-1980) ao concentrar-se nos primeiros álbuns, do ‘Rush’ de 1974 ao ‘Permanent Waves’ de 1980, retrata o trabalho do grupo contendo quase todos os destaques dos anos 70 e deixando seus hits de rádio para o Retrospectiva, Vol. 2, período de tempo em que Rush se tornou uma sensação e seus álbuns alcançando o top dez. Retrospectiva, Vol. 2 começa com várias seleções de seu álbum mais popular, o ‘Moving Pictures’ de 1981, e termina com o de 1987, ‘Hold Your Fire’. No meio, muitas das canções mais conhecidas do trio: ‘Tom Sawyer’, ‘New World Man’, ‘Limelight’, ‘Distant Early Warning’ e ‘Time Stand Still’. Uma excelente visão geral do auge do grupo no hard rock. E ‘Rush’ ainda é forte, talvez mais forte do que nunca como atração ao vivo, e seus álbuns de estúdio, no século 21, são muito consistentes em termos de qualidade. E este conjunto, Retrospective, Vol. 3, que abrange de 1989 à 2007, do álbum ‘Presto’ ao ‘Snakes & Arrows’, e arranjado esteticamente ao invés de retrospectiva cronológica mostra que Rush tornou-se uma rocha, com shows épicos e ainda criando instigantes registros de hard rock. Os três volumes fornecem uma excelente apresentação de uma banda que continuou a desenvolver o seu som, até os seus próprios limites, e manteve-se atemporal, sem concessões a tendências.

        

Retrospective I (1974-1980)    |    Retrospective II (1981-1987)    |    Retrospective III (1989-2008)

Retrospective I
01. The spirit of radio 02. The trees 03. Something for nothing 04. Freewill 05. Xanadu 06. Bastille Day 07. By-Tor and the snow dog 08. Anthem 09. Closer to the heart 10. 2112: overture 11. temples of Syrinx 12. La Villa Strangiato 13. Fly by night 14. Finding my way

Retrospective II
01. The big money 02. Red Barchetta 03. Subdivisions 04. Time stand still 05. Mystic rhythms 06. The analog kid 07. Distant early warning 08. Marathon 09. The body electric 10. Mission 11. Limelight 12. red sector A 13. New world man 14. Tom Sawyer 15. Force ten

Retrospective III
01. Stick It Out 02. Nobody's Here 03. Half The World 04. Driven 05. Roll The Bones 06. Show Don't Tell 07. The Pass 08. Superconductor 09. Far Cry 10. Malignant Narcissism 11. The Seeker (Live) 12. Secret Touch (Live) 13. Resist (Live) 14. Live Performance Of Tom Sawyer & Interview From The Colbert Report 

rush - tom sawyer
(live in rio)

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publicado por mara* às 10:17 | link do post | comentar | ver comentários (5)