iron maiden

Conhecida por sucessos poderosos como ‘Two Minutes to Midnight’ e ‘The Trooper’, ‘Iron Maiden’ é uma das bandas mais influentes do heavy metal. A banda frequentemente imitada existe há mais de quatro décadas, e sempre foi atração embora nunca tivesse qualquer atenção da mídia dos EUA. Críticos alegavam que eram satanistas devido aos seus temas musicais obscuros e o uso sinistro do mascote ‘Eddie’, mesmo assim, tornou-se bem conhecida em todo o mundo e permaneceu consistentemente popular ao longo da sua carreira. O ‘Iron Maiden’ foi um dos primeiros grupos a ser classificado como ‘british metal’, junto com o ‘Black Sabbath’, ‘Led Zeppelin’, e uma série de outras bandas, no cenário do rock do final da década de 70. A música da banda mescla o peso do heavy metal com a velocidade do punk rock e as letras, quase nunca falam sobre drogas, sexo, bebida ou mulheres. Elas são baseadas em literatura como em ‘Brave New World’ inspirada no livro de mesmo nome escrito por Aldous Huxley; ‘Flight of Icarus’ no mito de Ícaro; ‘Rime of the Ancient Mariner’ no poema homônimo escrito pelo poeta inglês Samuel Taylor Coleridge. Inspiradas também pelo cinema: ‘Where Eagles Dare’ teve influência do filme estadunidense com o mesmo nome. E em fatos históricos: ‘Powerslave’ é baseada nos Faraós, principalmente nas batalhas; ‘Run to the Hills’ na guerra dos colonos americanos com os Sioux; ‘The Trooper’ na Batalha de Balaclava, batalha da Guerra da Crimeia, travada entre o Império Russo e a coligação anglo-franco-otomana; ‘Paschendale’ na Primeira Guerra Mundial; ‘Aces High’ e ‘The Longest Day’ na Segunda Guerra Mundial.



O mascote da banda é um morto-vivo chamado Eddie the Head. Ele aparece nas capas de todos os álbuns e singles do Iron Maiden, o único single em que ele não aparece e na da canção ‘Wasting Love’. Eddie é criação do desenhista e designer inglês Derek Riggs.A banda tinha originalmente uma grande máscara que ficava embaixo das baterias e que por tubos jorrava tinta vermelha pelo nariz, sujando todo o cabelo do baterista Doug Sampson. A máscara foi batizada de Eddie the Head e acabou se transformando no mascote da banda. Acabaria ganhando um corpo somente a partir da capa dos primeiros compactos. O nome da banda, ‘Iron Maiden’ refere-se a um instrumento de tortura utilizado na Idade Média. Era caracterizado por sua semelhança com um sarcófago, apresentava o rosto de uma mulher beatificada, onde colocavam os presos da época para sofrerem até a morte. Era utilizado em pessoas que praticavam qualquer tipo de crime contra o Estado, em interrogatórios com suspeita de bruxaria e em pessoas que mantinham relação com as forças do inferno. O seu interior era composto por espinhos extremamente afiados que perfuravam o corpo dos presos sem que pudesse atingir os órgãos para que este experimentasse o gosto terrível da dor até a morte. Outra característica deste instrumento de tortura era a sua estrutura extremamente grossa para não permitir que se ouvissem os gritos e gemidos.

O ’Iron Maiden’ foi formado em 1975 quando o baixista Steve Harris deixou o seu antigo grupo, ‘Smiler’, e por ter suas composições rejeitadas por outras bandas, decidiu ter sua própria e logo se juntou ao vocalista Paul Day, aos guitarristas Dave Sullivan e Terry Rance e ao baterista Ron Matthews. Paul Day foi mais tarde substituído pelo grande admirador do ‘Kiss’, Dennis Wilcock, que usava fogo, maquiagem e sangue falso no palco e que trouxe Dave Murray para a banda, tendo como consequência a saída da primeira dupla de guitarristas. Durante três anos, o grupo tocou em vários locais em Londres, tendo adquirido uma legião de fãs antes de finalmente obter um contrato de gravação. Em 1978, Harris encontrou um novo vocalista: Paul Di'Anno. A banda sempre rejeitou o punk, mas com a chegada de Paul Di'anno, que era fã de Ramones, Sex Pistols e The Clash e o único que tinha cabelo curto, as músicas da banda tornaram-se mais rápidas e diretas e juntando dois estilos, o metal e o punk, lançou um próprio. E gravaram, com apenas três faixas, ‘The Soundhouse Tapes’, uma das mais famosas ‘demo tapes’ da história do rock e ficaram em primeiro lugar nas paradas. Durante o ano de 1979 a banda teve vários segundos guitarristas sucessivos entre eles, Tony Parsons, e assinou contrato com uma gravadora de renome, a EMI, uma parceria que se mantem até aos dias de hoje.



Tony Parsons foi substituído pelo guitarrista Dennis Stratton, que trouxe Clive Burr, um amigo seu, para a bateria. E a banda fez sua estréia em 1980 com o álbum ‘Iron Maiden’, um sucesso comercial e de crítica. E a banda abriu os concertos do ‘Kiss’ na turnê européia e do Judas Priest. Depois da turnê, Dennis Stratton foi despedido por não agradar Steve Harris já que era influenciado pelas músicas dos ‘Eagles’ e ‘George Benson’, portanto, não tinha a musicalidade que a banda procurava, além de se negar a usar roupas que os demais membros da banda usavam. Com a saída de Dennis, entrou Adrian Smith, trazendo uma nova melodia e estilo ao grupo, meio blues, meio experimental. E em 1981, a banda lançou seu segundo álbum, ‘Killers’, contendo os primeiros grandes sucessos. E assim, ‘Iron Maiden’ foi introduzido nos EUA. Perfeccionistas no palco e estúdio, nunca se soube de uso de drogas pela banda. Por outro lado, o vocalista Paul Di'anno, sempre mostrou um comportamento autodestrutivo, pelo uso da cocaína, afetando consideravelmente suas apresentações. E assim foi demitido e substituído por Bruce Dickinson, com condições impostas por ele: usar cabelo comprido e roupas que ele gostava, demonstrando personalidade, o que geraria algumas polêmicas anos mais tarde. E Dickinson mostrou uma diferente interpretação das canções, dando-lhes um tom mais melódico. E o seu álbum de estréia. e o mais aclamado da banda, foi ‘The Number of the Beast’ em 1982. E pela primeira vez, o ‘Iron Maiden’ saiu em uma turnê mundial, tocando em estádios e começando a chamada ‘Maidenmania’. Foi também nessa época que alguns grupos religiosos começaram a acusá-los de satanistas. Tudo por causa da canção ‘The Number of the Beast’, alusão explícita ao 666, o número da besta. Na verdade a canção foi feita a partir de um pesadelo que o baixista Steve Harris teve após ver o filme ‘Damien: Omen II’.

Após o sucesso do álbum, a banda adquiriu prestígio internacional e status de estrela do rock. E o baterista Clive Burr saiu por não conseguir acompanhar o ritmo sendo substituido por um velho conhecido da banda, Nicko McBrain. Logo depois, gravaram ‘Piece of Mind’, um álbum mais psicodélico e que também parodiava as acusações de satanismo com uma mensagem escondida na canção ‘Still Life’, tocada de trás para frente com McBrain imitando o ditador de Uganda Idi Amin Dada e arrotando. O álbum seguinte, ‘Powerslave’ de 1984, também foi sucesso de vendas, e tornou-se um dos álbuns mais bem recebidos pelos fãs. E foi a maior turnê da história de uma banda de rock, até então, nenhuma outra teve uma produção como esta, com sarcófagos, pirâmides, esfinges, pinturas até no chão e um Eddie gigante, com mais de dez metros de altura. O álbum ‘Live After Death’, de 1985, foi o primeiro registro ao vivo. No álbum seguinte ‘Somewhere in Time’ de 1986, a banda decidiu inovar, usando guitarras sintetizadas pela primeira vez e com temáticas relacionadas a viagens, longas jornadas e tempo sem ser um álbum conceitual. Em 1988, mais uma vez, foi tentado algo diferente com o álbum de estúdio, ‘Seventh Son of a Seventh Son’, este sim, um álbum conceitual, que conta a história de uma criança que nasceu com dons sobrenaturais. O disco foi parcialmente baseado no livro ‘The Seventh Son’ do escritor norte-americano de ficção científica e fantasia, Orson Scott Card. O álbum é muitas vezes lembrado como o fim dos tempos de ouro do ‘Iron Maiden’ com a saída do guitarrista Adrian Smith, que alegou diferenças musicais, mas que na verdade pretendia realizar um antigo sonho seu, formar sua própria banda.



Depois de sete anos foi feita uma mudança, e para o lugar de Adrian Smith foi chamado Janick Gers, e em 1990 foi lançado ‘No Prayer for the Dying’, um álbum com um som mais pesado, mas as letras consideradas fracas e simples e a música não parecia tão provocadora. E no timbre de voz de Bruce Dickinson percebia-se algumas mudanças. O álbum seguinte ‘Fear of the Dark’ lançado em 1992, teve uma recepção melhor. A canção ‘Fear of the Dark’ se tornou uma das mais conhecidas da banda e a canção anti-guerra ‘Afraid to Shoot Strangers’ permaneceu nas paradas por sete anos. Mesmo com o metal perdendo espaço para o grunge em 1992, o ‘Iron Maiden’ continuava a encher estádios em todo o mundo. Em 1993, após a turnê para promover o álbum ao vivo ‘A Real Live One’, Bruce Dickinson saiu para seguir carreira solo. Sua despedida da banda foi filmada pela BBC e transmitido para todo o mundo ao vivo e lançado em vídeo com o nome de ‘Raising Hell’. Para substituir Bruce, foram feitos testes para escolher o novo vocalista. O vencedor da disputa foi o desconhecido vocalista Blaze Bayley da banda Wolfsbane que chegou a abrir shows para o Maiden. Com uma voz semelhante ao de Bruce, mas mais sombria. A decisão não agradou aos fãs, mesmo assim, Blaze gravou dois álbuns. Após uma parada, em 1995, foi lançado ‘The X Factor’. O baixista Steve Harris passava por sérios problemas pessoais com seu divórcio e a morte de seu pai, o que resultou em canções obscuras, depressivas e lentas e com quatro faixas sobre guerras. E no ano seguinte, lançaram ‘Virtual XI’. Os fãs continuavam descontentes e somando-se a isso havia os constantes deslizes vocais ao vivo de Blaze. E os conflitos passaram de musicais para pessoais. Em 1999, Blaze Bayley se afastou da banda. Bruce Dickinson e o guitarrista Adrian Smith retornaram, e a formação clássica estava de volta, com a adição de Janick Gers, que Smith pediu para continuar. E o ‘Iron Maiden’ seria a primeira banda desde o ‘Lynyrd Skynyrd’ a ter três guitarristas. E assim, gravaram ‘Brave New World’, o primeiro disco com seis integrantes. As canções são mais longas e as letras abordam temas obscuros e críticas sociais. O grupo ganhou uma nova legião de fãs, e o retorno ao topo das paradas, visto a má fase da era Blaze Bayley. Em 2003 foi lançado ‘Dance of Death’, que ganhou disco de ouro em diversos países. E em 2006, ‘A Matter of Life and Death’, com características progressivas e considerado pela crítica especializada como um dos melhores álbuns já feitos pela banda. Em 2007, a banda fez uma turnê comemorando os 25 anos de lançamento do ‘The Number of the Beast’. ‘The Final Frontier’ foi lançado em 2010.

'Best of the Beast' é a primeira coletânea do Iron Maiden e contém as mais famosas músicas, consideradas os maiores clássicos desde a fundação da banda que se deu em 1975 até o álbum The X Factor de 1995, o primeiro do Iron Maiden com o vocalista Blaze Bayley. A versão em duplo CD é mais completa e traz 27 canções, entre elas versões raras como a faixa 'Vírus', que era inédita, a faixa 'Iron Maiden', que era parte do primeiro compacto da banda, o Soundhouse Tapes, e uma versão da música 'Strange World' que ficou de fora desse mesmo compacto. Essa versão dupla era limitada e foi lançada apenas na Europa e Japão. A capa criada por Derek Riggs contém diversas versões de Eddie: com machado do álbum 'Killers', o lobotomizado de 'Piece of Mind', o soldado de 'The Trooper', a múmia de 'Powerslave', o zumbi atingido por raio de 'Live After Death', o cyborg de 'Somewhere in Time', e com a mão de gancho da turnê 'No Prayer on the Road'.

Best Of The Beast (1996)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Virus 02. Sign Of The Cross 03. Man On The Edge 04. Afraid To Shoot Strangers (live) 05. Be Quick Or Be Dead 06. Fear Of The Dark (live) 07. Bring Your Daughter... To The Slaughter 08. Holy Smoke 09. The Clairvoyant 10. Can I Play With Madness 11. The Evil That Men Do 12. Heaven Can Wait 13. Wasted Years

CD 2
01. Rime Of The Ancient Mariner (live) 02. Running Free (live) 03. 2 Minutes To Midnight 04. Aces High 05. Where Eagles Dare 06. The Trooper 07. The Number Of The Beast 08. Run To The Hills 09. Hallowed Be Thy Name 10. Wrathchild 11. Phantom Of The Opera 12. Sanctuary 13. Strange World 14. Iron Maiden (unreleased outtake)

'The Essential Iron Maiden' é a quarta compilação da banda britânica. Lançada exclusivamente na América do Norte, ao contrário das outras versões desta série, a lista de músicas é apresentada em ordem cronológica inversa, ou seja, as últimas músicas gravadas em estúdio aparecem primeiro.

The Essential Iron Maiden (2005)
CD 1    CD 2

CD 1
01. Paschendale 02. Rainmaker 03. The Wicker Man 04. Brave New World 05. Futureal 06. The Clansman 07. Sign Of The Cross 08. Man On The Edge 09. Be Quick Or Be Dead 10. Fear Of The Dark 11. Holy Smoke 12. Bring Your Daughter...To The Slaughter 13. The Clairvoyant

CD 2
01. The Evil That Men Do 02. Wasted Years 03. Heaven Can Wait 04. 2 Minutes To Midnight 05. Aces High 06. Flight Of Icarus 07. The Trooper 08. The Number Of The Beast 09. Run To The Hills 10. Wrathchild 11. Killers 12. Phantom Of The Opera 13. Running Free (live) 14. Iron Maiden (live)

iron maiden - the clansman
(canção baseada na Escócia medieval)



Wake alone on the hills
With the wind in your hair
With a longing to feel
Just to be free

It is right to believe
In the need to be free
It's a time when you die
And without asking why

publicado por mara* às 19:19 | link do post | comentar