amadeus e salieri

Wolfgang Amadeus MozartWolfgang Amadeus Mozart

Para quem já ouviu uma de suas músicas, os adjetivos gênio e divino são inevitáveis, até Beethoven assim o classificou. Ele deu ao mundo uma música que está entre as poucas razões para se acreditar que a vida faz sentido. Johannes Chrysostomus Wolfgangus Teophilus assim ele foi batizado onde nasceu, Salzburgo, mas ele sempre preferiu usar Amadeus, a forma latina de seu nome Teophilus, e ficou mais conhecido como Wolfgang Amadeus Mozart. Amadeus teve uma infância prodigiosa, porém, quando adulto, sofreu humilhações, perdeu os pais ainda cedo e sofreu com a dor de perder vários filhos, além de ser massacrado com todo o tipo de doença, que acabaram por ceifar sua vida aos 35 anos de idade. Seu pai, Leopold, nada via de impróprio na exploração do talento de seu filho e o fez viajar incessantemente, sem se preocupar com o efeito exaustivo dessas peregrinações sobre a saúde e o desenvolvimento psicológico de um menino de pouco mais de 6 anos.

Várias cidades alemãs foram percorridas até Amadeus chegar a Paris, grande centro musical que seu pai queria conquistar. Foi na cidade luz que surgiram as primeiras obras impressas e Mozart tocou para o rei e a nobreza. A próxima cidade a ser conquistada foi Londres, onde conheceu Johann Christian Bach, filho de J. S. Bach, uma das influências mais fortes na formação de seu estilo. Mozart escreveu, então, suas primeiras sinfonias, aproveitando os dias em que Leopold estava doente. Este ritmo pesado não poderia deixar de ter conseqüências para a saúde do menino. Em Haia, Wolfgang caiu doente, com tifo, foi a primeira da série de doenças que acabaram levando-o cedo demais. Leopold convenceu-se de que o filho precisava descansar e permitiu-lhe que ficasse em casa, mas sempre estudando e compondo concertos para piano e orquestra. Aumentaram os compromissos, todos queriam conferir o magnífico talento de Mozart. E mesmo doente, ele transmitia alegria através da música e não queria parar, a música era tudo em sua vida.

Aos 12 anos compõe em Viena sua primeira ópera bufa, ‘La Finta Semplice’. Consegue o título de maestro de concertos e viaja para a Itália, onde passa dois anos percorrendo Nápoles, Milão e Roma, sempre com sucesso. Aos 16 anos já havia composto mais de 200 obras e ainda tinha tempo para o lado sentimental. Conheceu Aloysia Weber por quem se apaixonou loucamente, mas foi com a irmã dela, Constanze, que se casou. O mundo teve muitos gênios precoces, mas nenhum tão impressionante quanto esse menino austríaco, dotado de um dom misterioso, que fazia com que fluísse dele, instintivamente, desde a infância, música de qualidade inigualável. O 'Réquiem em D menor' foi a última composição, e é uma das suas mais populares e mais respeitadas obras. Tem havido um debate sobre o quanto de música Mozart conseguiu concluir antes de sua morte, e quanto mais tarde foi composta por Franz Xaver Süssmayr, ou possivelmente outros.

amadeus mozart - sequentia lacrimosa dies illa


Wolfgang Amadeus Mozart – Réquiem

Requiem

Tracklist
01. Introitus - Requiem aeternam 02. Kyrie 03. Sequentia - Dies irae 04. Sequentia - Tuba mirum 05. Sequentia - Rex tremendae majestatis 06. Sequentia- Recordare, Jesu Pie 07. Sequentia- Confutatis Maledictis 08. Sequentia- Lacrimosa Dies Illa 09. Offertorium- Domine Jesu Christe 10. Offertorium- Hostias Et Preces 11. Sanctus 12. Benedictus 13. Agnus Dei 14. Communio - Lux aeterna

Antonio Salieri

Antonio Salieri

O italiano Antonio Salieri compôs dezenas de óperas, deu aulas a alguns dos maiores compositores da história e inspirou sonatas de Beethoven. Mas seu nome é lembrado pela frase: ‘Eu matei Mozart. Eu matei Mozart’, que ninguém sabe se ele proferiu mesmo ou se não passa de boato maldoso. Salieri nasceu em Veneza. Era um músico de talento, tanto que, aos 16 anos, foi notado pelo compositor da corte austríaca Florian Gassmann, que o levou para Viena, onde fez sua estréia com a ópera ‘Le Donne Letterate’. Quatro anos depois, ele assumiu o cargo de Gassmann e se tornou compositor da corte do imperador e diretor da orquestra do Teatro Municipal de Viena. Poucos músicos tinham o privilégio de um salário, a maioria era obrigada a se contentar com encomendas dos poucos mecenas endinheirados ou com turnês caça-níqueis pelas capitais européias. Era o caso de Wolfgang Amadeus Mozart, seis anos mais novo que o italiano. Enquanto Salieri compunha a ópera que inaugurou o fantástico Teatro della Scala, em Milão, Mozart peregrinava tocando pela Itália. Enquanto Salieri dava aulas a alunos ilustres, como o austríaco Schubert, o húngaro Liszt e o alemão Beethoven, Mozart tentava ganhar a vida em Paris.

Quando Mozart mudou-se para Viena, e fez sucesso, mesmo assim não se comparou ao estrelato de Salieri. A ópera ‘Don Giovanni’, de Mozart, foi ofuscada pela recepção estrondosa que o público vienense deu a ‘Tarare’, de Salieri. O fato é que os dois músicos provavelmente se davam bem. Verdade que, vez ou outra, se encontra nas cartas de Mozart uma referência despeitada ao italiano e ao seu poder, mas jamais foi encontrado um indício qualquer de que Salieri tivesse algo contra Mozart. Quando Mozart produziu a ópera ‘A Flauta Mágica’, Salieri assistiu e derramou-se em elogios. Dias depois Mozart começou a sentir enjôos e dores nos braços e nas pernas. Quinze dias depois, morreu. O médico diagnosticou febre reumático-inflamatória. Uma semana depois, apareceu, numa publicação alemã, o boato de que Mozart fora envenenado. Não havia razão nenhuma para crer na hipótese conspiratória. Doenças assim eram comuns. Mozart fora tratado com sangrias feitas com instrumentos não esterilizados. Estranho seria ele sobreviver.

Trinta anos mais tarde, surgiu o Romantismo, baseado na sensibilidade e no lirismo. Os românticos adoravam Mozart e seu estilo arrebatado e desprezavam o conservadorismo de Salieri. Surgiu então o boato de que o austríaco fora envenenado pelo italiano. Ninguém sabe onde a história nasceu. Mas é previsível que alguém inventasse um final trágico para a vida do maior músico de todos os tempos, os românticos adoravam histórias assim. Salieri continuava vivo e era atormentado pelas intrigas. A suposta confissão do crime, nunca comprovada, teria sido feita quando o italiano estava internado em um hospício. Ele morreria dois anos depois. Em 1830, outro gênio, o escritor russo Aleksandr Pushkin, escreveu o drama ‘Mozart e Salieri’, no qual descreve a cena em que Salieri derrama veneno na bebida de Mozart. Essa cena foi revivida várias vezes, primeiro na ópera 'Mozart e Salieri', que Rimskji-Korsakov compôs em 1898, depois na peça ‘Amadeus’, que Peter Shaffer escreveu em 1970, e, finalmente, no filme homônimo, que Milos Forman dirigiu em 1984. Ficou para a história a versão, por mais improvável que ela fosse. (fonte: revista superinteressante)

antonio salieri - dies irae


Antonio Salieri - Requiem

Requiem

Tracklist
01. Introitus-Kyrie 02. Dies irae 03. Offertorium 04. Domine Jesu Christe 05. Mater Jesu 06. Sanctus benedictus 07. Agnus Dei 08. Libera Me

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publicado por mara* às 11:28 | link do post | comentar