the ultimate jazz archive: swing to bebop 28

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Jay Jay Johnson

Jay Jay Johnson (1924 - 2001) foi um dos pilares do bebop dos anos 40 e 50 e trouxe uma nova forma de expressão ao trombone com sua técnica de execução, muito acima da harmonia e andamento convencionais. Ele acabou com aquela idéia de que o trombone era arcaico e deveria ficar restrito ao jazz do velho swing ou do estilo de New Orleans. Johnson mostrou, na realidade, que o trombone não era menos presente ou articulado como o saxofone. O álbum ‘The Eminent Jay Jay Johnson, Vol. 1’, de 1953 que contava com o jovem trompetista Clifford Brown e outros notáveis, é considerado até hoje como um marco do jazz moderno. James Louis Johnson nasceu em Indianápolis e bem cedo já estava atuando com Count Basie e Benny Carter. Estabelecido em New York, tocou em clubes de bebop e gravou com Sonny Rollins, Bud Powell, Hank Jones e Max Roach. Participou dos combos liderados por Dizzy Gillespie e Illinois Jacquet até o final da década de 40. A parceria com o também trombonista Kai Winding perdurou de 1954 a 1956. Depois que cada um tomou o seu caminho, Johnson formou quintetos durante os anos 50, mas também participou de notáveis sessões musicais com Tommy Flanagan, Elvin Jones, Stan Getz e Oscar Peterson. Excursionou com Miles Davis e Sonny Stitt no início da década de 60, mas ao alcançar renome como compositor e arranjador decidiu se instalar em Los Angeles depois de 1970. Jay Jay permaneceu ocupado com filmes e shows de televisão por anos, mas não se esquecia de seu papel como músico de jazz, gravando um álbum de vez em quando. Em 1983, Jay Jay Johnson voltou ao cenário internacional do jazz com a realização do álbum ‘Things Are Getting Better All The Time’, uma obra prima da execução do trombone, trabalho que ele divide com Al Grey. Várias de suas composições, incluindo ‘Wee Dot’, ‘Lament’ e ‘Enigma’ tornaram-se standards de jazz. Com diagnóstico de câncer de próstata, ele manteve uma perspectiva positiva e foi submetido a tratamento. Em 2001, ele cometeu suicídio e em seu funeral compareceram músicos de jazz de todo o país.



Gerry Mulligan

Gerry Mulligan (1927-1996), saxofonista, é um dos principais expoentes do cool jazz. Nascido Gerald Joseph Mulligan em New York, cresceu em Filadélfia e desde cedo demonstrou aptidão para diferentes instrumentos e talento como arranjador. Mulligan aprendeu piano e instrumentos de sopro e aos 17 anos escrevia arranjos para a banda de rádio de Johnny Warrington. Especializou-se no sax barítono, instrumento no qual tornou-se a maior referência mundial, com um som suave e nítido, um timbre riquíssimo e grande agilidade, com improvisações extremamente melódicas, dando preferência por atmosferas mais intimistas. Em 1945 voltou a New York, entrando para a orquestra de Gene Krupa. Em 1947 passou para a orquestra de Claude Thornhill. Depois de conhecer o arranjador Gil Evans, participou do histórico noneto de Miles Davis no disco ‘Birth of the Cool’, em 1949. Em 1952 foi para a Califórnia e conheceu Chet Baker e junto com ele, Bob Whitlock no contrabaixo e Chico Hamilton na bateria, formou um quarteto sem piano que se tornou célebre. Em 1954 formou outro quarteto com a participação do trombonista Bob Brookmeyer, e em 1958 ainda outro com o trompetista Art Farmer. Nos anos 60 formou a sua ‘Concert Jazz Band’ e nas décadas seguintes outros inúmeros grupos com antigos parceiros. Tocou com Dave Brubeck entre 1968 e 1972. Sua música é a prova cabal de que o cool jazz não precisa ser distante ou frio. Assim como Dave Brubeck, Gerry Mulligan conseguiu a proeza de criar uma música ao mesmo tempo complexa e agradável. Gerry Mulligan faleceu em 1996 devido às complicações causadas por uma cirurgia de joelho.



Sonny Rollins

Sonny Rollins (1930) começou tocando sax-alto, mas logo depois trocou pelo tenor e iniciou sua carreira em 1947. Theodore Walter ‘Sonny’ Rollins nascido em New York, entre o final dos anos 40 e começo dos anos 50 trabalhou com o que havia de melhor no bebop, entre eles, Art Blakey, Thelonious Monk, Bud Powell, Miles Davis e Tadd Dameron. Suas primeiras gravações como líder ocorreram em 1951. Rollins se juntou ao quinteto do trompetista Clifford Brown e do baterista Max Roach de 1955 a 57 e a partir da morte de Brown passou a liderar e gravar com seus próprios grupos. A obra realizada por Rollins no período de 1957 a 59 é fantástica, pois nela foram criados momentos inesquecíveis do jazz moderno. Dessa obra, se destacam ‘Saxophone Colossus’, ‘Way Out West’ e ‘Freedom Suite’. Em 1959 ele se ausentou do mundo do jazz, retornando só em 1962 com o álbum ‘The Bridge’ tocando com o guitarrista Jim Hall, o baixista Bob Cranshaw e o baterista Ben Riley. O nome do disco se deve ao fato de que durante sua ausência ele praticava seu sax na Williamsburg Bridge em New York. Depois de gravar numerosos álbuns na década de 60 ele viajou para a India em 1968. Um ano depois deixou o jazz novamente, só retornando às gravações em 1971 com muitos álbuns e também várias excursões internacionais bem como intensa participação em festivias de jazz nos Estados Unidos e na Europa. Leia +...



Paul Quinichette

Paul Quinichette (1916 - 1983) foi um saxofonista tenor e ficou conhecido como ‘Vice President’ ou ‘Vice Prez’ por seu estilo semelhante a Lester Young. Muitos tentaram, mas ele foi o mais bem sucedido em seguir o estilo de Young. Paul Quinichette trabalhou com muitos grandes músicos, e tocou em alguns dos álbuns mais notórios. Se ele está um pouco esquecido hoje, é porque o estilo tenor que ele seguiu está atualmente em desuso. E esse fato não diminui a sua música. Paul Quinichette se mudou para Nova York em 1946 e tocou com Jay McShann, Louis Jordan e Henry Red Allen antes de ser contratado em 1952 por Count Basie para substituir e tocar solos de Lester Young. Ele desempenhou esse papel, excepcionalmente, ao ponto de copiar os maneirismos de Young. Tocou com Benny Goodman em 1955; gravou com Billie Holiday e participou de sessões com John Coltrane. Paul Quinichette deixou o jazz em finais dos anos 50, trabalhando em Nova York como engenheiro. Em 1977 voltou e gravou alguns álbuns e passou algum tempo tocando com o pianista Jay McShann, mas problemas de saúde o forçaram a aposentar-se novamente, e ele morreu em 1983.




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green's blues
paul quinichette



28-1: Jay Jay Johnson (1949-1953)
parte I    parte II

Tracklist
01. Teapot 02. Afternoon in Paris 03. Elora 04. Blue mode (1) 05. Blue mode (2) 06. Capri 07. Lover man 08. Turnpike 09. Sketch 10. It could happen to you 11. Get happy 12. Capri (2) 13. Turnpike (2) 14. Get Happy (2)

28-2: Gerry Mulligan (1950-1953)
parte I    parte II

Tracklist
01. It may be wrong 02. So what 03. Westwood walk 04. Flash 05. A ballad 06. Ontet 07. Half Nelson 08. Walkin' shoes 09. Simbah 10. Speak low 11. Taking a chance on love 12. Varsity drag 13. Lady Bird 14. Love me or leave me 15. Swing house 16. Rocker

28-3: Sonny Rollins (1951-1953)
parte I    parte II

Tracklist
01. Scoops 02. With A Song In My Heart 03. Newk's Fadeaway 04. Time On My Hands 05. This Love Of Mine 06. Shadrack 07. On A Slow Boat To China 08. Mambo Bounce 09. I Know 10. Dig 11. It's Only A Papermoon 12. Denial 13. Out Of The Blue 14. Almost Like Being In Love 15. In A Sentimental Mood 16. No Moe 17. The Stopper 18. Friday The 13th

28-4: Paul Quinichette (1951-1953)
parte I    parte II

Tracklist
01. Cross Fire 02. Sandstone 03. Prevue 04. No Time 05. Shad Roe 06. Paul's Bunion 07. Crew Cut 08. The Hook 09. Samie 10. I'll Always Be In Love With You 11. Sequel 12. Bustin' Suds 13. Let's Make It 14. P.Q. Blues 15. Bot Bot 16. Green's Blues 17. You Belong To Me 18. Birdland Jump 19. Seepy Time Gal 20. Galoshes And Rubbers 21. People Will Say We're In Love 22. Rose Of Bidland 23. No Parking



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publicado por mara* às 19:08 | link do post | comentar