ascenseur pour l'échafaud

ascenseur pour l'échafaudLouis Malle nasceu em uma família abastada no norte da França. Sua mãe tinha herdado a maior refinaria de açúcar do país e seu pai trabalhou como diretor. A família mudou para Paris durante a Segunda Guerra Mundial, onde Malle freqüentou uma escola jesuíta. Mais tarde, durante a ocupação alemã, partiram para o sul da França até Paris ser libertada. Após a guerra, Malle se formou em ciência política na Universidade de Paris para agradar seus pais. Em seguida iniciou seus estudos em cinema e acreditando que a sétima arte não se aprenda na escola abandonou os estudos e aceitou um estágio de dois meses com o mergulhador Jacques Cousteau, que havia começado a filmar seu primeiro documentário subaquático, ‘Le silence du monde’ (1956). Malle acabou ficando com Cousteau por quase três anos e logo foi nomeado co-diretor responsável pela filmagem e edição de expedições. ‘Le silence du monde’ foi um sucesso, ganhando Cousteau a ‘Palma de Ouro’ no Festival de Cannes e um Oscar de melhor documentário.

Louis MalleEssa conquista permitiu que Malle financiasse ‘Ascenseur pour l'échafaud’, 'Elevator to the Gallows' nos EUA, em 1957, seu primeiro longa-metragem e uma das obras mais representativas da ‘nouvelle vague’ francesa. Ele viu o filme como um exercício que lhe permitiria imitar os seus dois heróis: Robert Bresson e Alfred Hitchcock. A trama é um thriller ambientado numa Paris moderna envolvida em guerras na Indochina e na Argélia. Inicialmente, a personagem de Jeanne Moreau, que até então era uma estrela do cinema-B, não era para ser o centro do enredo, mas as seqüências dela vagando sem rumo pelas ruas de Paris forneceram algumas das imagens mais impressionantes do filme. O filme foi decisivo para a carreira da atriz francesa Jeanne Moreau e conta a história da enigmática Florence Carala. Casada com o milionário Simon Carala, mas apaixonada por outro, Florence decide matar o marido com a ajuda do amante Julien Tavernier. Tavernier é um ex-militar que trabalha como espião na Indochina para o marido de Florence. Planejado para parecer um suicídio, as coisas começam a dar errado quando Tavernier decide buscar uma corda no terraço e fica preso no elevador. É sábado à noite. Assim Julien é um prisioneiro de seu assassinato perfeito, até a manhã de segunda-feira.

Jeanne Moreau and Miles Davis Além disso, Malle, um aficionado por jazz, convenceu Miles Davis a contribuir com a trilha sonora para o filme. E a gravação se tornou um dos primeiros exemplos da abordagem modal de Miles Davis no jazz, que concluiria dois anos depois com o ‘Kind of Blue’. As vinte e seis faixas foram todas escritas por Miles Davis. Um álbum fantástico, um interessante momento musical, que deve ser incluído como uma das maiores trilhas sonoras de sempre. Miles Davis, quase uma divindade na França, sempre amou Paris, cidade que visitava desde 1949, quando saía com Jean-Paul Sartre e Juliette Grecco mesmo sem falar a língua francesa. Tudo começou em 1957, quando recebeu uma proposta para uma excursão de quase um mês pela Europa. E ele teria que ir sem a sua banda, e tocaria com músicos franceses, Barney Wilen no sax tenor, René Urtreger no piano e Pierre Michelot no baixo. E na bateria, Kenny Clarke, um velho amigo de Miles e que morava em Paris há anos. Miles aceitou o convite e ficou surpreso quando o chamaram para fazer a trilha sonora de um filme do jovem diretor Louis Malle, que era grande fã de seus discos.

E Malle mostrou o que tinha sido filmado e Davis concordou em gravar depois de assistir a uma exibição privada. Ele trouxe os seus quatro sidemen ao estúdio de gravação, sem ter tido tempo para preparar qualquer coisa. Deu apenas para os músicos rudimentares seqüências harmônicas que ele havia montado em seu quarto de hotel, e a banda improvisou enquanto algumas cenas relevantes foram projetadas. ‘Jazz Track’, um álbum que contém dez canções a partir desta trilha, recebeu em 1960 uma nomeação para o Grammy como ‘Best Jazz Performance, Solo or Small Group’. Anos depois, o disco foi relançado em CD, contendo 26 músicas, contra apenas 10 do disco original. As faixas extras abrem o disco e deixam a trilha original para o final.

miles davis - le petit bal (take 2)


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ascenseur pour l'échafaud soundtrack
Ascenseur Pour L'Echafaud Soundtrack
parte I     parte II

Tracklist
01. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 1) 02. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 2) 03. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 3) 04. Nuit Sur les Champs-Elysees - (take 4) 05. Assassinat - (take 1) 06. Assassinat - (take 2) 07. Assassinat - (take 3) 08. Motel 09. Final - (take 1) 10. Final - (take 2) 11. Final - (take 3) 12. Ascenseur 13. Le Petit Bal - (take 1) 14. Le Petit Bal - (take 2) 15. Sequence Voiture - (take 1) 16. Sequence Voiture - (take 2) 17. Generique 18. L'Assassinat de Carala 19. Sur L'Autoroute 20. Julien dans L'Ascenseur 21. Florence Sur les Champs-Elysee 22. Diner au Motel 23. Evasion de Julien 24. Visite du Vigile 25. Au Bar du Petit Bac 26. Chez le Photographe du Motel

publicado por mara* às 14:22 | link do post | comentar